OS CARNAVAIS DE CLUBES DE CODÓ E A ETERNA ALEGRIA

Dr. Mendes

Por meio desse artigo, espero compartilhar com os meus conterrâneos as lembranças de momentos felizes dos Carnavais Codoenses, os quais ficaram registrados nas minhas recordações, em um tempo em que havia os Carnavais de Clubes e Salões em  nossa querida cidade de Codó.

Na minha mocidade, a Cidade de Codó tinha por tradição um dos melhores Carnavais de Clubes do Maranhão. 
Lembro-me com alegria, assim como muitos outros codoenses da minha geração, e nos idos os anos de 1980 a 1990, dos vesperais e bailes de carnaval da tradicional “União Artística Operária Codoense”, das noites de Carnaval do lendário “Centro Operário Codoense”, da popular “Associação Mutuária Codoense” e dos bailes do requintado “Clube Recreativo e Cultural Guarapary”.
Os bailes de Carnaval dos Clubes de Codó possuíam uma alegria que contagiava todos que ali participavam. Eram momentos de muitas alegrias em que as amizades eram renovadas, os encontros e reencontros entre os amigos eram marcados, as recordações dos momentos felizes dos anos anteriores eram compartilhadas por todas as famílias que participavam das festas carnavalescas. 
Na “União Artística Operária Codoense”, no “Centro Operário Codoense” e na “Associação Mutuária Codoense”, os vesperais e bailes de carnaval eram tradicionais, reuniam as camadas populares e todos os demais cidadãos de Codó. 
As pessoas que ali participavam e todos os foliões podiam se divertir com as suas famílias durante todos os dias e noites do reinado de Momo, ao som das machinhas carnavalescas conhecidas de todos: “Ei você aí, me dá um dinheiro ai” ou “Você pensa que cachaça é água, cachaça não é água não, cachaça vem do alambique e água vem do ribeirão” e das músicas eternas do carnaval brasileiro.
No Clube que era considerado um dos melhores da Cidade, o requintado “Clube Recreativo e Cultural Guarapary”, os  vesperais e  noites de carnaval eram de eterna alegria, onde todos os foliões se divertiam ao som das machinhas e das músicas carnavalescas até o amanhecer. 
As noites do “Clube Recreativo e Cultural Guarapary”, embaladas ao som da Banda Carnavalesca “Jomar Tempo 3”,” pareciam não ter inicio, meio ou fim. Porém, quando terminava o baile carnavalesco, às cinco horas da manhã do dia seguinte, e debaixo dos protestos dos foliões, e ao som da letra e música do Clube “No guarapary, eu não vou ficar só, é um grande clube, do Carnaval de Codó”, e já chegando o alvorecer do dia, muitos dos foliões resistentes ainda desciam a Avenida Augusto Teixeira para iniciar o dia nos bares da Antiga Rodoviária de Codó, e outros ainda se dirigiam ao Mercado Central da Cidade no intuito de revigorar as energias para os dias seguintes do Reinado de Momo.
Hoje, relembro estes momentos felizes, dos anos de minha juventude na minha querida Codó, onde  juntamente com amigos e familiares  pude vivenciar um dos melhores Carnavais de Clubes do Maranhão, longe da violência, da insegurança e das drogas que afligem as famílias codoenses, e que se fazem presentes nos carnavais de Rua dos dias atuais.
*Francisco Mendes de Sousa – É Bacharel em Direito pela Universidade Federal do Maranhão e Advogado. É Sócio Fundador da Associação Cultural “Antônio de Almeida Oliveira”, e da Academia Codoense de Letras, Artes e Ciências –ACLAC. 
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